Hoje em dia, basta sentar em frente a TV para se sentir afrontado com tanta bobagem. Eu praticamente desisti de ver canais abertos, são programas que desafiam a nossa inteligência e parecem nos chamar de idiotas. Mas não só apenas programas, eu particularmente acho que algumas propagandas não mereciam ocupar o espaço em que são veiculadas.
Sinto minha condição de consumidor ser subestimada, pois fico imaginando se os criadores de tais propagandas realmente acham que podem estimular o meu consumo destes produtos. É claro que em muitos casos eu não sou o público-alvo, portanto, o fato da comunicação não ser eficiente para mim, se justifica em termos. Digo em termos, porque algumas são tão obviamente estúpidas ou se centram em elementos tão frágeis que não vejo como podem despertar o interesse até mesmo do público a que se destinam.
Às vezes penso, será que aquela velha frase “falem mal, mas falem de mim” pode mover o conceito de comunicação de algumas empresas? Pois, será que determinadas empresas apostam em propagandas imbecis para serem lembradas e ter seus produtos consumidos? Eu resisto a essa idéia. O que realmente me vem à mente sempre que vejo algo assim, é “Quem foi que aprovou esta campanha????”, porque entendo que quem cria a propaganda está no seu papel, criadores são artistas e muitas vezes deliram e propõem soluções ousadas, apesar de que nem sempre eficientes, mas como o próprio nome diz, são criadores. Agora, definitivamente, acho imperdoável o Cliente que solicitou a propaganda, deixar passar algo desse tipo e aprovar um anúncio como alguns que vejo por aí. A responsabilidade é dele, é ele que conhece o público, a marca e o que precisa ser transmitido.
Quem não se lembra da propaganda daquela cerveja que tinha aquele caranguejo falando nã-nã-nã-nã e rebolando? Muitas tentativas para fazer pegar uma moda, que não emplacou, e que idéia quer nos passar um caranguejo falando nã-nã-nã-nã? Ou então das propagandas de um desodorante como aquela do suor saindo como se fosse água, uma profusão de conceitos, imagens, e loucuras, que para mim além de não fazer nenhum sentido, me faz achar a propaganda repugnante, é demais. E atualmente vi uma de um novo produto, um suco com gás, que fiquei decepcionada com a inutilidade e não consegui entender qual a emoção, experiência que a nova bebida quer proporcionar. E quem se lembrar de mais (o que não será difícil) que se faça presente.
O que mais me surpreende é perder a oportunidade de falar algo produtivo ao consumidor, ao invés de passar uma mensagem inteligente, com foco, conceito, que agregue valor e desperte verdadeiramente o desejo no consumidor. Ao invés disso, jogam-se alguns milhares de reais no lixo gastos na produção da propaganda e na veiculação em horário nobre e o pior, abusam de nossa capacidade para aturar intervalos assim. É pedir demais um pouco mais de consideração como consumidor? Ainda bem que propagandas boas e inteligentes aparecem para compensar.
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