Pois é, decidi começar por um assunto que atinge todo mundo. Quem de nós não se enquadra em uma das situações: viver pensando no passado, viver pensando no futuro, ou os mais sortudos, viver o presente. Eu sou da turma dos futurólogos*. Sim, porque quem é desta banda teima em tentar advinhar o futuro. E é claro, sofre demais com isso. Eu por exemplo, já visualizei meus filhos com mais de 20 anos de idade...e eles não tem nem 5!
Mas, quem mais ganha com isso são os produtos e serviços que se utilizam desta projeção para fomentar o desejo de consumo. E quais são eles? Quase todos. De carros, que fazem você se imaginar no futuro com um carrão, bem sucessido, a pacotes de viagens, que fazem você já se ver nas suas sonhadas férias, até mesmo um serviço como lavanderia, que a gente já começa a cobiçar quando ainda está no meio de uma viagem e começa a imaginar toda a roupa prá lavar quando chegar.
É difícil escapar a algumas tentações, como uma roupa nova para aquele evento que vai acontecer daqui a 1 semana, ou talvez 1 mês. Viver no futuro é uma característica de muitos, e sempre haverão outros, que vão manter esta indústria do consumo. Não sei qual é o segredo, mas estou buscando um equlíbrio, entre o futuro e o presente, pensar menos, sentir mais e agir mais também. Talvez assim, a gente consiga controlar um pouco destes impulsos.
Agora, se você não está desse lado, mas está no passado, cuidado também, não é a preferência do mercado, mas também há produtos e serviços que podem te fisgar por aí: um iPod, um CD, uma máquina de fotografar...nada é perfeito, nem ninguém. Ainda bem.
* O trabalho de um futurólogo não é indicar o que vai acontecer, mas sim o que poderá acontecer. Em futurologia os cenários e eventos são, ou não, definidos como: -possíveis, -prováveis, -desejáveis.
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