Está surgindo com força total uma nova estratégia para o lançamento de novos produtos e reposionamento de antigos. Conhecida por desconstrução, a idéia é a remodelagem a partir de uma desconstrução, para construir um novo produto ou uso para o mesmo produto. Funciona assim, por exemplo no mercao da moda, uma saia sendo usada como blusa, ou um item como um botão, sendo usado como uma bijouteria, ou na confecção de uma bolsa. Outro exemplo é na gastronomia, quando um prato básico é servido em versões desconstruidas compondo um novo todo.
O mundo da decoração se apropria de móveis antigos e madeira de demolição para construir novos móveis e elementos decorativos. Ou então, a cosmetologia que lança hidratantes em pó.
É realmente uma tendência, pois permite aumentar o espectro de produtos, a partir de uma mudança até certo ponto simples, quer dizer, sem novidades no propósito, mas inovadora no design ou no conceito, ou até mesmo no aspecto que remete a responsabilidade social. Esse novo conceito reflete na verdade, e muito bem, a idéia de sustentabilidade, através do reaproveitamento de materiais ou novas composições que representem mais respeito ao meio ambiente ou a sociedade.
E esse gancho é muito forte. Já imaginou os novos nichos de mercado que é possível atingir com esse conceito? Os consumidores estão cada vez mais preocupados em consumir produtos que atendam as inspirações pessoais e que combinem com uma ideologia, independentemente de moda ou de preço. Um produto que atenda a um preceito, a uma moral ou a uma necessidade individual, tem muito mais chances de ter sucesso e de forma mais rentável, pois hoje, com as redes sociais é mais fácil identificar uma tribo e se comunicar com esta tribo.
Estes consumidores estão dispostos a pagar mais e além disso, representam uma excelente propaganda, a boca a boca. Que hoje, como disse, na era das redes sociais, blogs e afins é um instrumentos mais do que poderoso. Basta um elogio disseminado na net para alcançar muitos consumidores potenciais.
É, vamos ver onde isso vai dar...
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